»Nova Friburgo: a chuva de 1 ano caiu em 2 meses e meio+ - O excesso de chuva tem uma grande dose de culpa pela tragédia na região serrana do Estado do Rio de Janeiro neste início de 2011.
A cidade mais devastada pela fúria das águas foi Nova Friburgo e os números não deixam dúvidas do que é e o que pode fazer uma quantidade de chuva muito acima do normal. A “suíça brasileira”, como é também conhecida Nova Friburgo no meio turístico, recebeu em 2 meses e meio o volume de chuva equivalente a 1 ano.
A média anual de chuva em Nova Friburgo é de aproximadamente 1246 milímetros. O volume de chuva acumulado em novembro e em dezembro de 2010, mais o da primeira quinzena de janeiro de 2011 totalizam quase 1220 milímetros.
A estação meteorológica automática operada pelo Instituto Nacional de Meteorologia continuava registrando os dados da chuva até manhã do domingo, 16 de janeiro, apesar da situação caótica da cidade. Entre 1 e 15 de janeiro choveu aproximadamente 400 milímetros, 110% acima da média normal que é próxima de 209 milímetros. A chuva desta última semana foi como a gota d´água que faltava para o início dos desmoronamentos e da tragédia, pois já havia chovido muito acima da média nos dois meses anteriores. Em dezembro de 2010, Friburgo recebeu em torno de 420 milímetros de chuva, 75% acima da média que é de aproximadamente 239 milímetros. Em novembro de 2010 choveu em torno de 360 milímetros, 113% acima da média que é próxima de 169 milímetros. Em novembro de 2010 e em 15 de janeiro de 2011, choveu mais que o dobro do normal.
Quando grande temporal caiu, entre a noite do dia 10 e no decorrer do dia 11 de janeiro, as montanhas e os rios, dentro e no entorno de Nova Friburgo, já estavam quase que completamente saturados. A terra não conseguia mais absorver a água da chuva e começou a formar um rio de lama. A terra não despencava mais em blocos compactos, mas escorria, mole, sem controle, avançando sobre a cidade muito além do conseguiria naturalmente, se não estive tão saturada de água. Em outras áreas da região serrana do Rio de Janeiro, a quantidade de milímetros muda, mas o resultado foi semelhante.
Tags: Chuva, Nova Friburgo
Esse post foi publicado de domingo, 16 de janeiro de 2011 às 9:38, e arquivado em Tempo Severo.
»Nova Friburgo: a chuva de 1 ano caiu em 2 meses e meio+ - O excesso de chuva tem uma grande dose de culpa pela tragédia na região serrana do Estado do Rio de Janeiro neste início de 2011.
ResponderExcluirA cidade mais devastada pela fúria das águas foi Nova Friburgo e os números não deixam dúvidas do que é e o que pode fazer uma quantidade de chuva muito acima do normal. A “suíça brasileira”, como é também conhecida Nova Friburgo no meio turístico, recebeu em 2 meses e meio o volume de chuva equivalente a 1 ano.
A média anual de chuva em Nova Friburgo é de aproximadamente 1246 milímetros. O volume de chuva acumulado em novembro e em dezembro de 2010, mais o da primeira quinzena de janeiro de 2011 totalizam quase 1220 milímetros.
A estação meteorológica automática operada pelo Instituto Nacional de Meteorologia continuava registrando os dados da chuva até manhã do domingo, 16 de janeiro, apesar da situação caótica da cidade. Entre 1 e 15 de janeiro choveu aproximadamente 400 milímetros, 110% acima da média normal que é próxima de 209 milímetros. A chuva desta última semana foi como a gota d´água que faltava para o início dos desmoronamentos e da tragédia, pois já havia chovido muito acima da média nos dois meses anteriores. Em dezembro de 2010, Friburgo recebeu em torno de 420 milímetros de chuva, 75% acima da média que é de aproximadamente 239 milímetros. Em novembro de 2010 choveu em torno de 360 milímetros, 113% acima da média que é próxima de 169 milímetros. Em novembro de 2010 e em 15 de janeiro de 2011, choveu mais que o dobro do normal.
Quando grande temporal caiu, entre a noite do dia 10 e no decorrer do dia 11 de janeiro, as montanhas e os rios, dentro e no entorno de Nova Friburgo, já estavam quase que completamente saturados. A terra não conseguia mais absorver a água da chuva e começou a formar um rio de lama. A terra não despencava mais em blocos compactos, mas escorria, mole, sem controle, avançando sobre a cidade muito além do conseguiria naturalmente, se não estive tão saturada de água. Em outras áreas da região serrana do Rio de Janeiro, a quantidade de milímetros muda, mas o resultado foi semelhante.
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