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Em três horas, Nova Friburgo teve mais da metade da chuva de janeiro
14 de janeiro de 2011 • 05h01 • atualizado às 05h12
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Foto: Ivaldo Anastácio/Futura Press
Por conta do grande volume de água, encostas cederam e rios transbordaram, destruindo boa parte da cidade, que contabilizava, até o final da noite de quinta-feira, pelo menos 216 mortes dentro de um total de 497 registrados no Rio. Número que deve aumentar, já que ainda há pessoas soterradas em áreas às quais as equipes de resgate não têm acesso.
Segundo o coordenador da Defesa Civil de Nova Friburgo, Roberto Robadey, o cenário é de guerra e há muita lama, água e lodo espalhados. "Essa é a maior tragédia da história da cidade", afirmou, ao lembrar a última grande tragédia do município, ocorrida em 1979, quando 69 pessoas morreram.
A situação caótica levou até a presidente Dilma Rousseff a constatar de perto a devastação, que deixou uma conta de R$ 600 milhões para os cofres públicos como forma de recuperar a cidade. Pontes e estradas, casas e prédios, tudo foi abalado. "Começamos a fazer as contas e a demanda será maior que a de Teresópolis", disse, ao ser informado que a prefeitura da cidade vizinha calcula que vai precisar de, no mínimo, R$ 590 milhões.
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